A Switch 2 vai ficar mais cara e a culpa pode não ser da memória

A Switch 2 chegou ao mercado com um preço que, apesar de já não ser assim tão acessível, ainda conseguiu escapar à subida brutal que temos visto no resto da indústria. No entanto, as coisas estão a complicar em todo o lado. É a memória, o armazenamento, os chips mais caros a toda a escala — e agora até a logística ficou mais cara por causa dos preços do petróleo.

Por isso, a Nintendo também vai subir o preço da Switch 2. Sim, mesmo com as vendas a cair, é apenas uma questão de tempo.


A memória não é o único problema

Quando se fala em aumentos de preço no mundo das consolas, a primeira reação é quase sempre a mesma: a culpa é da memória, a culpa é dos chips, e por aí vai. E sim, isso continua a pesar muito no mercado. Contudo, no caso da Switch 2, a conversa pode estar a tomar outro rumo.

Ao que tudo indica, a Nintendo tem conseguido proteger a consola da crise da RAM e do armazenamento — pelo menos por enquanto. O stock de componentes está estável, porque a Nintendo fechou bons acordos antes de a situação ficar mais complicada. Portanto, por agora, esse não é o principal problema.

O verdadeiro desafio é que há outros custos a crescer, e esses são bem mais difíceis de ignorar durante muito tempo.


Petróleo caro significa transporte caro

Está tudo a ficar mais caro. As compras no supermercado, o pão para o pequeno-almoço, e até as consolas. A Sony já aumentou os preços — e, consequentemente, a Nintendo vem a seguir. Esta parte é fácil de perceber: se o petróleo sobe, o custo do transporte sobe com ele. E quando uma empresa vende hardware em todo o planeta, esse aumento começa rapidamente a pesar na conta final.

Além disso, aqui nem estamos só a falar dos custos de enviar a consola para as lojas. São também os custos de todos os componentes necessários — que não são fabricados internamente — e depois, distribuir as consolas por todo o mundo.

Consolas, acessórios, embalagens, distribuição e logística. Tudo isso depende de cadeias de transporte gigantes. Por isso, quando o combustível dispara, o produto final começa inevitavelmente a sentir essa pressão.


O hélio: o factor que quase ninguém recorda

Para além do petróleo, há ainda outro elemento que pouca gente considera: o hélio. Trata-se de um daqueles materiais de que quase ninguém fala no dia a dia, mas que tem uma importância enorme na indústria dos semicondutores. Assim sendo, se começa a haver escassez global, a pressão do lado do hardware cresce de imediato.

É precisamente aqui que a situação fica mais séria. Porque, embora a Nintendo possa ter escapado ao impacto direto da crise da memória, se os custos ligados ao fabrico e à logística começarem a apertar ao mesmo tempo, a margem de manobra desaparece muito depressa.

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Quando é que o preço vai subir?

Em suma, a Switch 2 pode ficar mais cara nos próximos tempos — e o mais curioso é que essa subida pode não ser provocada pela crise da memória. Em vez disso, pode ser o resultado de duas forças menos faladas: o petróleo caro e a escassez de hélio.

Uma mexe com a logística global. A outra, por sua vez, mexe com a produção de semicondutores. Juntas, podem empurrar a Nintendo para uma decisão que até agora tem conseguido adiar.

Quando é que vai aumentar o preço? Ninguém sabe ao certo. Mas, tendo em conta tudo o que foi dito, está certamente para breve.

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