Anthropic lança Opus 4.8 e prepara novo modelo de IA
A Anthropic anunciou o Opus 4.8, a versão mais recente do seu modelo de Inteligência Artificial. O lançamento acontece pouco mais de um mês após o modelo anterior. O principal objectivo desta versão é, precisamente, resolver um problema comum nos assistentes de IA: as alucinações quando o sistema inventa ou distorce informações.
Menos erros, mais honestidade
Os primeiros utilizadores que testaram o Opus 4.8 confirmaram melhorias claras. Por um lado, o modelo assinala as suas próprias incertezas com mais frequência. Por outro, faz afirmações sem fundamento com menos frequência. Assim, quem usar o Claude Opus 4.8 vai encontrar menos informações incorrectas.
Além disso, a Anthropic descreve o modelo como mais “honesto”. Em consequência, o Opus 4.8 também mostra melhor discernimento nas interacções com os utilizadores.
Novo modelo chega nas próximas semanas
Para além do Opus 4.8, a Anthropic revelou que lançará em breve um novo modelo comparável ao Claude Mythos. Até agora, este modelo tem servido principalmente para detectar vulnerabilidades de segurança, no âmbito do Project Glasswing, em parceria com organizações seleccionadas. Contudo, o Mythos não está previsto para o público em geral.
Avaliação chega aos 965 mil milhões de dólares
No que diz respeito ao crescimento financeiro, a Anthropic angariou 65 mil milhões de dólares em financiamento privado. Com isso, a avaliação da empresa sobe para 965 mil milhões de dólares. Trata-se, portanto, de uma das startups mais valiosas do mundo, com apenas cinco anos de existência. Este resultado coloca a Anthropic à frente da rival OpenAI, tanto em avaliação de mercado como em facturação.
Facturação anualizada de 47 mil milhões
Em termos operacionais, a empresa regista uma facturação anualizada de 47 mil milhões de dólares. Este crescimento resulta, sobretudo, da venda da tecnologia a particulares e organizações que usam o Claude para escrever código e realizar tarefas do dia a dia.
A Anthropic nasceu em 2021, fundada por ex-quadros da OpenAI. Actualmente, a empresa prepara a entrada na bolsa de Nova Iorque, a par da OpenAI e da SpaceX de Elon Musk. No entanto, as três continuam a registar prejuízos, o que alimenta receios sobre uma bolha especulativa no sector.
“Procura histórica”
Por fim, o director financeiro Krishna Rao explicou o destino do financiamento. Segundo Rao, “este financiamento vai ajudar-nos a responder à procura histórica que estamos a viver”. Acrescentou ainda que o objectivo é manter a empresa “na fronteira da investigação” e levar o Claude a mais pessoas e lugares.




